vladisinteria

Barbie, Batman, Antonioni e Avatar.

Dezembro 23, 2009 · Deixe um comentário

Toda vez que lançam um blockbuster ou algum filme bom e barato estoura nas bilheterias, reascendem aquelas discusões do tipo sal-de-prata x pixels, do cinema arte x cinema pipoca, novo paradigma x nova sensação, etc… Isso deve acontecer desde o tempo que alguém resolveu usar um tronco redondo para facilitar no lugar de arrastar uma pedra, como se fazia até então. O Moacir Scliar, para mim, sacou bem em seu artigo qual é que é a do Avatar do James Cameron, sem deixar ninguém parecendo que não tem razão ou algum fã fundamentalista magoado. Vou esperar baixar a poeira e assistir o Avatar em uma sala 3D menos concorrida. Legal seria ver na sua versão Imax, mas ainda não tem aqui em Porto Alegre.
Pelo que ouvi falar e vi, é a historia de Pokahontas contada com os recursos disponíveis hoje e alegorias que encantam as platéias contemporâneas.
Se for assim, Barbie também é um Avatar. Lembram do seu eslogam? “Barbie, tudo que você quer ser”.


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Wtv

Dezembro 13, 2009 · Deixe um comentário

Já faz  um ano deste show do Brett Anderson, no Shepherds Bush Empire, em Londres. O vídeo foi feito em 30.09.2008 pelo amigo Walmor Triaca, que o adicionou ao seu canal no Youtube. Devo a ele ter estado também neste show solo do vocal da banda Suede, um dos roteiros turístico-cultural que o amigo me apresentou na minha visita a capital inglesa, que é incrível, como a hospitalidade do Walmor. O cara, natural de Flores da Cunha – RS, é muito ligado na cena londrina e nas bandas que tocam por lá, um paraíso para quem gosta de música como ele. No canal do Walmor estão vários videos dos muitos shows que ele se faz presente, sempre com sua câmera na mão. Taí um cara que sabe curtir e está onde deseja.

Quem quizer ver mais do Canal do Walmor clica aí.

Walmor mostra no menu qual o próximo tiket, Sigur Ros.

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Pizza, Pomelo e Rock

Dezembro 8, 2009 · Deixe um comentário

Eu comentei lá em BA com o Sandoval que eu havia assistido, alguns dias antes da viagem para ver o AC/DC, um filme argentino, Pizza, Cerveja e Cigarros, sobre uma gurizada “cajelera” de Buenos Aires, onde eles vivem no centro e subúrbios da capital, fazendo pequenos e grandes trambiques para sobreviver. E, quando a gente comprou a pizza mais barata, trash-cult da cidade, na Av. 9 de Julio, pertinho do hotel, eu disse que achava que aquele lugar, entre outros, aparecia na tal película, sobre a vida marginal de um grupo de jovens de classes sociais menos favorecidas e estruturadas em meio a crise do final da década de 90. Pois encontrei no Google o cartaz e no Youtube a cena no local desse clássicos do submundo goumet-cinematográfico.
Em tempo: a Ugi’s é básica mesmo, só serve pizza de muzzarela, inteira ou em fatias. Por cerca  de uns 10 Pesos, ou 5 Reais, se come uma pizza média com uma Coca que, com a qualidade da massa e do queijo portenhos, é quase de graça, como podemos comprovar em mais esse TestDrive.

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Detalhes urbanos

Dezembro 6, 2009 · 3 Comentários

Nas minhas andanças gosto de fotografar, como alguns já sabem, motivos curiosos da paisagem e dos lugares, em detalhe ou no todo, por seu aspecto interessante, pitoresco, engraçado ou bizarro, até. Pois encontrei em uma livraria em Buenos Aires um livrinho bem legal com essa temática, registrando o pitoresco da capital argentina de forma não convencional, mas não menos típica desta bela cidade, até em seus aspectos menos expostos nos guias e panfletos turísticos. O livro se chama Buenos Aires Fuera de Serie, com o trabalho de 3 fotógrafos, editado pela La Marca Editora , que conta com uma lista de títulos muito bacanas. O livro é um misto de anti-design gráfico, paisagismo urbano bizarro-típico, com galeria street art.  Não pode faltar na estante de turistas não convencionais, artistas gráficos contemporâneos, futuros historiadores e admiradores da arte urbana não intencional.

Abaixo o livreto, que também tem sua versão sobre Montevideo e uma montagem com as minhas fotos no mesmo enquadramento de BA, digamos assim, da publicação. Quem mandou não publicar antes?!

Putz, publicaram minha idéia!

Minha versão.

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AC em BA

Dezembro 5, 2009 · Deixe um comentário

É sempre bom rever os velhos amigos. Foi assim o reencontro com o AC/DC em Buenos Aires. O som dos australianos foi trilha de muitas coisas na adolescência da minha turma. Parte dela se reuniu  pra assistir o show deles na Argentina, no dia 2 de Dezembro, 2009. A apresentação foi o mote pra reunir o pessoal e parece que a turma de mais gente. Na hora do show e pela cidade notou-se que o velho e bom AC/DC marcou e vai marcar mais gerações, pois tinham pais e filhos de todas as idades na platéia. Até netos e avós, pois pelo menos um senhor de bastante idade notei na arquibancada lotada de “remeras” com todas as épocas da banda em estampas. É só rock&roll, mas é de arrepiar ver os caras mandando bem e com tanta vontade a essa altura da obra, fama e fortuna. Assim como a gente estava, disposto a esta divertida empreitada.

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Fernando se aprecatando para um mate.

Novembro 23, 2009 · Deixe um comentário

Revirando meus arquivos  encontrei um layout de uma peça publicitária que ficou inédita, um estudo para um anúncio que fiz em março de 1998, logo após as então soberanas da Festa do Chimarrão de Venâncio Aires, a Fenachim, Débora e Rosana, aparecerem para o País todo, em uma foto na Folha de São Paulo, presenteando um impressionado presidente Fernando Henrique com uma cesta de produtos típicos. Como a marca de uma conhecida fabricante de erva-mate apareceu como um “merchandising” involuntário e a expressão do presidente ajudavam, me ocorreu essa idéia na ocasião para um anúncio de oportunidade, divulgando a marca e o evento, mas nunca chegou a ser apresentado. Mais de uma década se passou, o ex-presidente acabou não vindo para a feira, mantendo a sua tradição, a de visitar o RS só em campanha. Compartilho a alfinetada e parte de meu baú de memórias.

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A arca foi reencontrada. Vem aí a maldição.

Novembro 21, 2009 · Deixe um comentário

Não que isso seja relevante para a arqueologia ou história cultural da humanidade, mas revirando armários, caixas e envelopes reencontrei coisas que eu julgava perdido ou estragado mesmo do meu acervo analógico. A partir de 84 eu comecei a colaborar com publicações com a Folha do Mate, Jornal Regional, Revista Stampa, Jornal de Venâncio, Gazeta do Sul entre outros mídias impressas da minha região natal, com ilustrações, charges e tiras, principalmente. Muitas delas seus originais se perderam entre, desorganização pessoal, minhas mudanças de moradia, intempries e outros fatores físicos da produção pré digital. Mas daí descubro compartimentos com muitas coisas que julgava estraviadas por aí ou para sempre. Algumas bem que poderiam seguir assim.

Agora, além do conterrâneo Cláudio Dietrich, apreciador e dedicado catalogador desse tipo de material e dos arquivos de alguns veículos existentes, também possuo backup de parte da  fase analógica da minha “obra”! Agora meu plano é digitalizar tudo para garantir a sua perpetuação, já que, como disse o Woody Allen, a eternidade, infelizment, e não é possível em vida. Mais adiante, compartilho o acervo.

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Levi Straus não chegou a conhecer esses estranhos hábitos nativos.

Novembro 21, 2009 · Deixe um comentário

Foi até tema de dissertação do curso de sociologia do meu irmão e também “boloriano” Iuri. Vem de muitos carnavais a estranha formação e organização de muitas “turmas” na cidade onde nasci e vivi boa e boas partes da minha vida, Venâncio Aires, RS. Lá a juventude, ha algumas gerações, se agregam e legitimam através dos chamados Blocos de Carnaval. Não são muito diferentes dos tradicionais blocos carnavalescos, mas as afinidades e regras para aceitação são diferentes de compras de abadás, relacionamento ou simpatia pela agremiação. Essas turmas se formam naturalmente por um conjunto de características geopolíticas, sociais e culturais e têm sua apoteose de reconhecimento público como agremiação, durante o carnaval, porém suas atividades de grupo ocorrem durante o ano todo, mesmo que esporadicamente, se não, pela vida toda até. O nosso bloco se chamava Bolori e por essa alcunha é conhecido e tratado até hoje, quando poucos ainda estão geograficamente próximos nas festas momescas. Sempre que podem, arrumam uma desculpa pra se reunir e fazer como os Búfalos Dágua dos Flinstones ou nativos isolados da amazônia em seus rituais, fazer piadas que só a gente entende, falar dos nossos diversos interesses, relembrar um passado mítico em comum, tentar não tocar em assuntos muito delicados ou constrangedores e celebrar o daqui pra frente, peculiarmente, nunca com samba ou pagode como trilha sonora.

Toda essa introdução antropológica foi pra dizer que achei esse cartaz do final dos 80s, de um evento para angarear fundos a uma causa nobre, a do nosso bloco. Pena o Levi e o Lévi Strauss, o da calça e dos livros não terem conhecido…

Boate??? Em Venâncio não é o que muitos podem pensar hoje.

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Che tomava banho sim!

Novembro 6, 2009 · 2 Comentários

Uma argentina, chamada Clara (não consegui maiores informações no seu Picasa), acho que por acaso e/ou por eu ter fotos também da cidade de Cordoba no meu álbum, me adicionou aos seu Favoritos do Picasa. Neste seu álbum ela tem fotos do Museu do Che, que fica naquela bela cidade argentina, o qual não deu tempo de conhecer na minha rápida passada por lá, a caminho de Mendoza.

La Banherosa - DSC_0199

La Banherosa!

La Poderosa - DSC_0200

La Poderosa, by Clara.

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Domingo Selvagem.

Outubro 19, 2009 · 2 Comentários

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Pessoal, fui conhecer no fim de semana o Gramado Zoo. Dentre muitas espécies nativas, encontrei até uma, em especial, um conterrâneo: um filhote de Gato do Mato encontrado na minha cidade natal, Venâncio Aires. Ele vai muito bem e virou até estrela neste zoológico bem legal, no topo de um morro ha 1km de Gramado,cidade serrana e muito turística do RS. O pequeno nativo venâncio-airense está sendo muito bem tratado, dentro das limitações de um parque destes e, já tem até um amigo para brincar, como podem ver nas fotos do passeio. Um recorte de jornal colado no seu nicho comprova que ele é celebridade e sua origem na terra da Festa Nacional do Chimarrão. Claro que seria muito mais justo ele seguir, como todos os outros animais do local, livres na natureza, mas dadas as circunstâncias, lá fora a espécie dominante não costuma tratar muito bem, nem os semelhantes, quanto mais as minorias menos favorecidas. (Muitos dos animais alí vieram não da captura, mas de animais ilegalmente caçados ou mantidos por terceiros, explica o vídeo na entrada do passeio.) O lugar é um pouco diferente de um zoológico convencional. Já na entrada o visitante se vê em um viveiro que simula o habitat natural, com tucanos, araras e outras aves selvagens, tranquilamente passeando ao lado da gente. Por isso algumas fotos podem ser tiradas até em close. Cada clic uma bicada. O parque é bem melhor que o site, mas aí vai para quem quiser saber mais: http://www.gramadozoo.com.br Nele tem, inclusive, um vídeo com a matéria de um outro conterrâneo sobre o local, o Ico, em visita pelo programa Patrola, da RBS TV.

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