Me contaram que a Wanessa ganhou o processo contra o Rafinha. Além de ser uma baita bobagem levada a sério, estranhei mesmo foi o tempo recorde deste trâmite. Quem tem ou teve sua pasta no casco deste réptil, sabe da sua agilidade com a maioria dos brasileiros. Muitos com pendências muito mais graves que uma piada infeliz, improvisada e de gosto duvidoso. Parece que o jabuti, desta vez, foi de jatinho. Fica no ar se este bólido foi público ou particular. Me desculpem se acredito que não devam existir privilégios na justiça, quando estas não são urgências inquestionáveis. Uma máquina que funciona não precisa de empurrão. Um dos princípios do Estado de Direito é a igualdade do cidadão perante a lei. Criar atalhos ou juizados e delegacias especiais, como costumam chamar gambiarras, é só uma nova forma de dar o velho jeitinho naquilo que não funciona como deve, para salvar o seu e deixar do jeito que está o resto. E, o que resta, é a maioria. Por favor, não simplifiquem confundindo ineficiência, privilégios e corrupção com meritocracia x cotas.

Quando o sistema só funciona bem para ele mesmo, para privilegiados e o inaceitável vira normalidade, tem algo bem errado. Com a gente, o cidadão comum e de bem.
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