Salvem o São Jorge.
Segunda começa o ano do dragão, no calendário chinês. O tempo sempre foi uma medida arbitrária de reis, papas, astrólogos e feiticeiros, baseada nos ciclos da natureza, estes que insistem em não obedecer ao poder dominante, por mais que ele tape o sol com cortinas, peneiras, lentes coloridas ou distorcidas. É sempre interessante fazer marcas pelo caminho, para começar, para terminar ou, simplesmente, para não se perder. Ironias do tempo e da história contados pela humanidade, enquanto uma nação comunista virou museu, outra se tornou a próxima economia do mundo e, em breve, dando as cartas. Aliás, já dá. Baralhos, computadores e quase tudo mais que a sociedade de consumo, como direi, consome, vem de um país, vejam só, comunista. Vá explicar isso a quem entrou em coma nos anos 50 e acordou agora? Já tem livro sobre o declínio do poder ocidental e o novo nascer do sol no oriente. Quem sabe, um dia, o nosso calendário, bem mais jovem, vire uma curiosidade mitológica, sincretismo exotérico, como é o milenar chinês para muitos ocidentais. São Jorge pode cair do cavalo ou fazer amizade, além de negócios, com o dragão.

O Dragão é o único animal do Horóscopo Chinês que só existe na imaginação das pessoas, e por isso, talvez seja o mais real de todos.