Esperando o bonde para o futuro.
Os argumentos técnicos de alguns que detratam hoje ou desqualificaram o Aeromóvel na sua aurora, como na época do ex-ministro Cloraldino Severo (1982), me fazem lembrar, historicamente, os usados por alguns diante da troca de cavalos por automotores, no início do século XX. E, mais recentemente, quando se fez a opção pelo, então moderníssimo, prafrentex, da hora, hitec, afudê, hipe, golden… transporte rodoviário, lá nos anos 40/50, justificando o desmonte do antigo sistema ferroviário e decadência do fluvial. Diferente de lugares com mentalidade realmente avançada, onde evoluem e aprimoram seus meios de transporte, os complementando e não, como fizeram, apostando tudo em novas matrizes, como convém a poucos, tradicionalmente, com o dissimulado argumento técnico de um tipo de modernidade. Já vi gente falar, até, da velocidade do Aeromóvel! Não sei de onde tiram certas coisas. Talvez de lembranças distantes. Não da capital da Indonésia ou da ficção científica, mas de uma vez que experimentou o bólido, então futurista, em uma Expointer, lá no RS dos anos 80. Em 2010, minha experiência na Asia foi bem boa, apesar da relativa defasagem do sistema. Por falar em projeto antigo, o trem é uma invenção clássica, atulizada segue firme, enquanto assiste a aposentadoria de outra ex-vedete da vanguarda, o ônibus. O espacial, da Nasa.
Caminhões, ônibus, trolebus, trens, barcos, bondes, taxis, vans, teleféricos…e os monorails, como o Aeromóvel, podem conviver e serem utilizados em trajetos/demandas que sejam a melhor solução. Por quanto tempo mais, o lobby dos idealistas da modernidade delirante (ou elitista) e o lobby dos interesses de um certo e fossilizado negócio, ligado direta ou indiretamente a hegemonia rodoviária, irão nos manter longe do bom senso? Um pitaqueiro, como eu, pode fazer isto em sua ignorância ou observação/experiência parcial mas, secretários, ministros e engenheiros, é de desconfiar das suas intenções. E, quem sabe, capacidades.







O que dizem por aí: