Pedala que passa.

Ontem fui assistir ao filme O Garoto da Bicicleta, Le Gamin au Vélo. Um bela história de rejeição e afeto. Uma b0a amostra de como se supera ou se reproduz histórias, desafortunadamente, tão comuns em qualquer lugar do mundo. No caso, na Bélgica. O garoto Cyril é, praticamente, abandonado pelo pai em dificuldades e, em boa parte, pelo egoísmo e despreparo dos que deveriam ser adultos na historia. Isto gera no guri muitos efeitos colaterais. Da negação inicial do fato, o inocente fantasia ou quer crêr na versão de quem lhe preteriu, até a rebeldia ao único alvo disponível, a instituição que o acolheu e sua guardião de finais de semana, Samantah, com uma paciência e compreensão, dignas de Nobel (ou Oscar) com o momento enfant terrible do piá. Me fez lembrar a falta que fazem os bons exemplos que uma família ou outras relações não tóxicas, podem fazer para superar os traumas das rejeições e outros supostos ou momentâneos fracassos. Uns recuperam e outros repetem isto. Os infelizes ficam desta segunda forma, por nunca ouvirem um não, nunca lhes faltar nada, básico ou supérfluo e, outros, pelo abandono afetivo, muito mais destrutivo que lhes privarem de mesada. É sempre bom ser lembrado, como neste filme, que a vida também é feita de frustrações.

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