Amor superficial ou incondicional?

Esta nota eu vejo direto no Face. Belas palavras que falam sobre o tal “amor verdadeiro”. Sobre aceitar as diferenças, vendo muito além da aparência. Mas, por falar em verdade, poquê não usaram uma mulher de meia idade para ilustrar e um homem comum? A imagem do casal, em preto e branco, é um homem com o modelo ideal da publicidade convencional e, a mulher, é uma jovem “gordinha”, em uma posição que lhe favorece em apelo sexual? Primeiro que, muito possivelmente e em breve, o cara não vai conseguir mais pegar no colo alguém como a modelo que, ainda em idade de produzir colágeno, já está com sobrepeso. Não confundir ter atração por superficialidade e preferir certo tipo físico, com amor incondicional a quem não ama nem o templo da sua própria alma. O que é o tal “saber amar” é, também, zelar pela saúde e bem estar do seu par. Ser relapso, só porquê tem atração por obesidade ou anorexia e para não ser inconveniente com seu objeto de adoração é que é sacanagem. Se relacionar com alguém fora do padrão das capas de revista não é pecado, como também é perfeitamente normal se sentir atraído por uma estátua grega. A vida não é um anúncio de cerveja. Afinal, boa parte da realidade de um relacionamento é uma percepção muito pessoal, cultural, duradoura ou momentânea, motivada por coisas que vão muito além do físico. Cada um na sua, mas não me venha com lição de vida disfarçando apologia ao desleixo.

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3 comentários sobre “Amor superficial ou incondicional?

  1. vladiaz disse:

    E, sem a voz e personalidade da Adele…
    Acho muito legal que a ditadura do padrão idealizado da publicidade e da moda convencionais esteja se abrindo para a realidade, pra outras proporções e estilos. Mas quando vejo, em um coletivo, lugares reservados para idosos, grávidas, deficientes e, também, obesos, a coisa tá indo em duas direções opostas. Uma diz que as pessoas tem liberdade pra ficarem nas medidas que quizerem, de sentirem-se satisfeitos e atraídos por elas e, que estão incluindo-as entre os especiais. Isso confunde, pois o politicamente correto mascara uma epidemia e iguala pessoas de porte a indivíduos com problemas de saúde por disfunção e/ou hábitos insalubres.

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