Atolados

17103515_1206512162795837_5321113171703725889_nNo Globo Rural agora há pouco mostrou os atoleiros que o escoamento da super safra de soja está tentando transpor entre a lavoura e os portos.
 
No início da era do café como maior commoditie brasileiro, não havia a alternativa dos super caminhões e nem mesmo das estradas de terra, um rico liberal da época, com seus próprios recursos e captação de financiamento/parcerias no exterior, construiu sua ferrovia entre, os centros coletores e os portos. Também construiu seus portos e centros coletores. No lugar de apenas colocar no governo, no caso o Império, um representante dos seus interesses, ele investiu e foi atrás de solução. Mais ou menos como era e continua sendo nos países desenvolvidos. O governo é mais um parceiro (bem enrolado, é verdade) obrigatório que o cara que vai solucionar tudo.
Falta infra estrutura, mas também faltam Barões de Mauá.
E, me parece, que como no caos da Saúde, se criou um sistema de soluções paralelas muito rentável, diversificado e que emprega muita gente. Inclusive políticos vivendo e dependentes que essa capenguisse siga assim. Desde o caminhoneiro, a indústria de fabricação de silos, até o cara que vende água mineral no atoleiro, são modos de vida derivados, em grande parte, deste modo de operar e de superar com o que se pode os obstáculos. Alguns naturais e, outros, de papel.
Se uma ferrovia, na ponta do lápis seria o mais racional, desconfio que o óbvio não acontece, nem com os Secretários e Ministros da Agricultura serem representantes do agronegócio da monocultura há diversos mandatos, por motivos que podem ser, interesses conflitantes ou, que o pensamento sofisticado e capacidade de ganhar muito dinheiro nem sempre andam juntas, dependendo do ambiente. Suor e esperteza podem se confundir em um lugar onde nem todo o primitivismo, no sentido da enjambração e da lei do mais forte, foi civilizado.
Carl Marx já falava disso quando questionava (e por isso foi demonizado) que as coisas não são de certa maneira injustas pra maioria só “porque a sociedade é assim”. O modo produtivo de 5% da população não são a sociedade. Muitas coisas mudaram desde então, mas algumas coisas seguem por não termos Marx, Mauá, Trevithick, etc… cooperando em equilíbrio.
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