Quando o preconceito fez bem ao mundo

17156159_1207537596026627_2548558661109545557_nPor volta de 1938 a física austríaca Lise Meiter teve que fugir da Alemanha as pressas, deixando seus trabalhos no campo da fissão nuclear com seus colegas, entre eles, Otto Hahn, no Instituto Kaiser Wilhelm de Berlim. Não exatamente por ser mulher, mas por ser judia, já que há décadas fazia parte do primeiro time de pesquisas. Genial e discreta, não incomodava os jalecos-alfa. Especula-se que, se ela continuasse na equipe que seguiu voluntariosamente trabalhando para o nacional-socialismo fascista-delirante, os nazistas teriam conseguido canalizar o potencial da pesquisa, seu poder bélico incomparável. Com o desfalque de seu verdadeiro craque, os Aliados tomaram a dianteira. Bola fora dos então governantes alemães. (Bem, pouco depois, nas mãos certas, todo mundo sabe no que deu também.)
Em um segunda fase desse preconceito, deram a seus antigos colegas o Prêmio Nobel de Química, em 1944, um comitê já não muito dado a premiar fêmeas, por estes terem sonegado seu nome nas pesquisas e terem negado que suas descobertas fundamentais sobre os efeitos da “reação em cadeia”, que mudaram o rumo dos estudos e deram o pulo do gato do trabalho.
De uma forma torta, o preconceito acabou evitando uma, literalmente, bomba muito maior.
Passado o episódio obscuro, mas muito a conquistar, seu trabalho foi plenamente reconhecido, bem como seu alerta do que poderia acontecer com esse poderoso recurso nas mãos erradas.

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