fronteiras do pensamento

separatistas2

Os detalhes revelam muito. No caso, parece um detalhe, mas não é. A comunicação é fundamental.
Pela programação visual do material do movimento O Sul é o Meu País, dá pistas de um certo amadorismo da gestão de imagem. Pela minha experiência, esse pessoal é, com o perdão do termo, bem mais “brasileiro” do que desejariam. Podiam aprender com os estrangeiros, como os brasileiros que organizaram as Olimpíadas por exemplo e se cercar dos melhores por uma causa.
Sem falar da marca, da bandeira, que passam bem menos sofisticação que propaga o movimento, por exemplo, não adianta colocar modelos no biotipo/esteriótipo afro-descendente e caucasiano na divulgação, se o discurso de alguns representantes deixa claro que não é tão colorida essa paleta.
E, pra lembrar outro movimento bastante usado como referência, ele se cercou de profissionalismo e das melhores referências, mesmo com objetivos discutíveis, para conquistar e se impor. Os uniformes da SS, por exemplo, foram criados por um tal de Hugo Boss e não pelo filho do comandante que desenhava. Não copiaram os estandartes de algum time de bolãozinho da baviera, mas os padrões do Império Romano. Depois, é verdade, acabaram por passar do ponto em superfaturar a si e subestimar os supostos inferiores. (Depois, colocara a culpa até na neve. Que tb era branca como eles.)
Vai ver que foi o clima subtropical embaçou a gestão do pessoal sulista. Nada contra dar mais independência aos Estados da Federação, como nos EUA por exemplo, mas contra começar um novo país justamente com os mesmos vícios que nos atrasam, delatados nos detalhes.

corelfóbicos

Em todos os mundos existem rivalidades, mais ou menos relevantes. Essa aí, dos adobeiros x corelísticos, rende até tirinhas muito bem humoradas, é tão velha quanto quem usava tufos de pelo ou os próprios dedos pra pintar suas cavernas. De quem gostava só dos Beatles ou só de Stones.
Por trás de um odiador ou um adorador extremista, existe alguém que necessita acreditar em algo único. Se o cara se diz um liberal e quer eliminar a concorrência, mesmo sendo de forma dissimulada e não sendo sócio de um dos players, é porquê ele não entendeu uma regra básica do livre-mercado. Esse onde ele atua como designer ou publicitário, por exemplo. Devem haver, pelo menos dois concorrentes em um mercado para ser possível exercitar, minimamente, a livre escolha.
Pra quem não entende esse negócio de briguinha entre usuários do Corel Draw e do Adobe Ilustrator no mundinho da propaganda é, de forma beeeem simples e limitada, ficar discutindo se pintar com canetinha hidrocor ou pincel de pelo de marta é melhor, sem saber quem é o artista e o tipo de obra pretendida. Depende como você trabalha e o objetivo.
O Vic Muniz faz coisas muito melhor com lixo doméstico do que muita gente faz com 3D. Lembre que, ser motora do Uber não tira o taxista que há dentro de você. Viva o bom humor, o bom senso e a diversidade.
14359240_1043466825767039_1848179131160133067_n

publique-se

14449952_1038031722977216_6297028245972173166_nDe alguma forma, estas publicações me foram marcantes em outras eras da minha vida e moldaram alguma coisa em mim. Vá entender!? Eu poderia e deveria incluir a Bíblia nessa lista de brochuras que formataram a minha mente, mas estas publicações, diferente dela, não eram onipresentes, nem me foram totalmente impostos. Elas entraram na minha vida por escolha, indicação, curiosidade ou acaso mesmo.

minta para mim

14322753_1033562576757464_1923812436998924044_n.jpgAté pessoas do Comunicação se mostrando intrigadas com o desaparecimento de algumas simbologias na propaganda petista.
Até mais estranho que não causar espécie em advogado a palestra motivacional do MPF. Obviamente que é ironia ou, mesmo, compartilhar (em propaganda é promover, replicar ou reveicular) a mesma publicidade/campanha pois, do contrário, seria depor contra o próprio conhecimento.

Falando como publicitário, se sabe que aspectos negativos não devem ser salientados e, os positivos, retumbados. Isso é básico, até nas relações pessoais. O nosso Curriculum Vitae e perfil do Facebook estão cheios disso. (mesmo que não enganemos quem nos conhece de perto) Ignorar que se trata de propaganda, é ser inocente ou partidário. Só convertidos ou crianças não perceberiam, em um mundo mercantil em que estamos imersos e, de certa forma, por consentimento submetidos.
Notem que, sempre, foram poucos partidos que primavam pela qualidade das peças, que nem sempre estão relacionados com a verba, mas pode fazer toda a diferença na divulgação. Essa padronização iniciou na campanha do Collor e seu, até então, inexpressivo PRN, logo absorvido pelo seu principal aliado. Campanhas do PT e do PSDB eram as mais alinhadas e focadas em reforçar a marca, o partido, além do próprio produto, o candidato. PP, DEM e, principalmente, o PMDB sempre tiveram essa “liberdade criativa” ou dissimulação na identidade visual. Uns parecem até franqueados do MacDonald’s, que resolveram pintar a loja de azul.
Muito por conta disso, o público não liga a figura ao conjunto. Um escândalo do Sarney não parece um escândalo no seu partido. O sobrenome é mais forte que sua franquia política. ACM é uma sigla muito mais forte que qualquer outro conjunto de letras associada. Já está na versão neto. Os produtos da marca PP tem, proporcionalmente, mais políticos envolvidos em processos, mas raros sabem o nome de um dos seus Tesoureiros, por exemplo. Tem produto que troca de marca e ninguém se da conta. Pouca gente sabe pra que franquia foi o Bolsonaro mas, a maioria, lembra de que marca foi a Marta Suplicy.
Ênfase do produto e marca em segundo plano não é novidade em campanha. Rigotto, o “candidato do coração” e o Sartori, o qual dizia literalmente que seu partido era o RS, na verdade, eram da marca PMDB. PT e PSDB, os partidos com marcas mais fortes, mesmo sem ter a maioria do mercado, usam a estratégia da finada Parmalat (que ensaio um retorno). Colocar toda sua linha de produtos sob o mesma griffe, diferente de Pepsi Co. e The Coca Cola Company. Isso tem benefícios, na alta, e desvantagens, na baixa.

Tião e o Sargento

13939397_1013795088734213_6984738513671024800_nLembro que eu tinha um amigo na infância que se referia a qualquer morador de uma cidade vizinha como “nazista”. Acho que se tratava de um preconceito reproduzido, pois não tínhamos muita noção do que era ou porquê algumas palavras, principalmente certos adjetivos, causavam tanto impacto.
Em alguns casos, éramos papagaios esperando a reação automática da nossa imitação. Que nem sempre era alpiste. Eles não se vestiam como oficiais e soldados “malvados” dos filmes e, no máximo, se pareciam com muitos da nossa própria comunidade e, pra me confundir mais ainda, com um monte de gente legal que a gente conhecia. Eram muito semelhantes aos nossos próprios amigos e aos parentes deles.
Na época, eu relacionava mais a alcunha com aqueles personagens, meio vilões, meio bobos, da série Guerra, Sombra e Água Fresca, que passava na TV naquela época. Eram desastrados que não perdiam a pose, sempre feitos de tolos por seus supostos prisioneiros. Nem perto da maldade com método do Tião Gavião, dos desenhos animados.
Não me parecia um xingamento muito grave. Havia apelidos que sacaneavam mais. Hoje sei que é grave, se for verdade e, se não for, um baita preconceito de origem étnica. Porém, diante de algumas manifestações no Face, atitudes que parecem não combinar com todo o resto do perfil, dá pra ver que o “apelido” usado por meu amigo poderia ser aplicado, abrangendo até mais regiões e, nem sempre, estar ligado a uma semelhança no biotipo de quem emite certos disparates. Alguns desses até lembram a Penélope, a Quadrilha de Morte ou, ainda, com alguém da turma de prisioneiros aliados, de várias nacionalidades, do seriado do Sargento Schultz.

O ser humano abunda

bundas-olimpiadas-londres-2012-6Tava pensando…que, segundo um documentário que assisti, sobre a trajetória da nossa espécie, uma das razões do sucesso (até o momento) da raça humana são os músculos das nádegas.
Eles não nos permitem correr muito, se comparado a algumas espécies e, mesmo o fenômeno Bolt, não escapa de uma foto com uma periguete. Porém, segundo cientistas, esta vantagem evolutiva (anatômica e estética) nos deu uma resistência incrível. Para o bem e para o mal, somos uma espécie dedicada, tipo o Dragão de Komodo, que podem matar no cansaço (e de infecção) a maioria das espécies, presas muito mais fortes e, aparentemente, resistentes. Não podemos enfrentar, sem acessórios, o rei das selvas, mas os colecionamos por eras, vivos ou mortos. Mesmo desprovidos de asas e planos de milhagens, já migrávamos em longas distâncias.
Deve ser daí o motivo, até científico, da veneração dos glúteos que, junto com as glândulas mamárias, são as duplas que fazem esses bípedes tão marotos quanto imbatíveis.

Caminhando e contando

13962544_1011996275580761_4088489997337757100_nHistória não é álbum de figurinhas. Poucos ídolos ou personalidades tiveram tantas publicações, fora o Justin Bieber, com tão pouco tempo como o Sérgio Moro. Claro que é sacanagem minha comparar os dois, mas a Moromania e a Lava-jatoterapia já tem meia dúzia de livros nas prateleiras, bancas e vitrines.
O personagem biografado, estando em sua primeira instância da carreira e a operação que o destacou, em andamento, ainda é sujeita a reviravoltas. Me parece, ignorando a estratégia de aproveitar a oportunidade mercadológica, que o ideal seria lançar em fascículos colecionáveis, como se fazia com diversas publicações.
Tem gente de crédito como autor. Outras, nem tanto. Existem fã que nem devem ter ido além da introdução e quem devorou em um dia. Na trama, tem até mocinho que, depois do lançamento, se descobriu corrupto também e levou seu exemplar autografado pra ler cumprindo pena. O caso é uma obra em andamento, assim como a estátua do seu personagem principal que, ora de martelinho, ora de marreta, ataca outros monumentos em uma cruzada contra parte da corrupção. Tem personagens que se repetem de outras cruzadas, indícios e spoilers que não se comprovam, ineditismos do já sabido, picaretagens que superam a imaginação, conspirações em andamento, provas que nunca chegam, evidências ignoradas e vilões deletados da trama.
Quem sabe o que pode acontecer nas próximas versões, edições, capítulos, revisões e adendos? Eu prefiro esperar mais um pouco pra conferir uma edição mais finalizada ou, melhor, sair em vídeo.

14040155_1011996362247419_3351112015909925520_n